A vida é superior concessão de Deus, que a grande maioria dos homens não tem sabido valorizar

                                                                        

 

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O MAL

      Se não existisse o Mal, as criaturas seriam uniformes, sem individualidade definida, indiferentes ao progresso psíquico, avessas à prática do bem, à conquista da perfeição. Ele é o látego ardente que estimula todas as almas a marchar para a felicidade eterna e para a isenção de dores.

     É o déspota com que lutam todos os seres, mas, para saírem sempre triunfantes. Não haveria penumbra, se não houvesse luz. A treva só existe transitoriamente - é a ausência dos raios solares. A luz, pois, e não as  trevas, é que tem existência própria. Assim o Bem, irradiação astral, vencerá o Mal, que é sombra apenas e não existe nas paragens siderais. Mas, como a escuridão oculta todos os corpos, menos os radiosos, as verdades divinas ficam apenas eclipsadas, enquanto o Sol da Virtude não penetrar os corações lapidados pelo Dever e pelo Sofrimento...

     Somos Espíritos milenares. Esta é a realidade fulgurante que, no transcurso dos Evos, não será refutada por mais nenhum ser racional. A criatura humana não tem uma, porém inúmeras existências ou avatares, solidárias entre si, tal como o eco é o produto ou a repercussão do som.

     Aqui é onde o Sol se oculta todos os dias aos olhos materiais; onde há sempre um hemisfério mergulhado em sombra; onde há prantos, flagelos, calamidades, ranger de dentes, e as flamas dos padecimentos morais torturam, sem calcinar, os corações sensíveis.

     Mas essas dores podem ser consumidas, todos os delitos remidos com a prática do Bem e do Dever, com o cinzelamento da alma. Não há, pois, crimes irremissíveis, punições ilimitadas ou infindas.

     Como este planeta - há outros mundos esparsos no Infinito, e todos destinados ao progresso e apuro da Humanidade.

     As almas os percorrem em estágio incessante, qual se fossem eles uma cromática maravilhosa - a da Regeneração anímica. Adquirem, em cada um, conhecimentos preciosos; retemperam os nobres sentimentos, mergulhados em paz e pureza, como barras de aço em forjas flamejantes, diluindo os instintos nocivos; conquistam as ciências, as artes, a felicidade interminável... (Espírito Victor Hugo - Médium: Zilda Gama - Obra: Redenção).

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