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A NOVA ERA DO AMOR

      Deus é a Suprema Misericórdia, o Excelso Amor, e nada, ou ninguém condena. Os homens, ao Lhe atribuírem natureza humana, transferiram-Lhe as próprias paixões, imaginando-O sujeito às limitações somente próprias de nossa condição. O Espiritismo é a Revelação espontânea dos espíritos desencarnados, cujos ensinamentos Allan Kardec codificou, por determinação dos Guias Superiores da Terra. Seu objetivo é esclarecer e sustentar as criaturas, para que compreendam melhor as leis divinas da evolução e vençam os transes ásperos, as horas difíceis, os momentos amaríssimos a que todos estamos sujeitos, em razão de nossas imperfeições. É o Cristianismo Renascido, que realiza a promessa de Jesus, de que voltaria ao convívio dos homens sofredores. É o próprio Consolador, incorpóreo, a expressar-se através das Vozes do Céu, anunciando a Nova Era do Amor, da Esperança e da Paz. Moisés proibiu, sim, as evocações dos Espíritos, porque eram feitas abusivamente, fora de época e sem finalidade superior.

     Nas práticas espíritas orientadas segundo os ensinamentos de Kardec, os Espíritos se comunicam sem qualquer evocação individual e sempre nos convocam à meditação em torno das responsabilidades que nos dizem respeito, admoestando-nos com mansuetude, guiando-nos com sabedoria, irmanando-se a nós outros, graças à experiência que possuem, após terem vencido a jornada na densa organização corporal. Atestando a continuidade da vida, comprovam que a justiça divina não falha, a cada um concedendo o de que é merecedor, conforme se haja conduzido, enquanto na Terra. Reaparecem com as características da personalidade que lhes conhecemos, fazendo-se identificar à saciedade, de modo a nos tranquilizarmos e encorajarmos para os embates necessários. É o Evangelho que nos traz exuberantes demonstrações da imortalidade e da comunicabilidade dos pseudomortos. Em toda a Bíblia há constantes notícias de comunicação entre os dois planos da vida: a física e a espiritual expressando-se das mais variadas maneiras: visões, sonhos, profecias, obsessões, curas espirituais, bilocações, aparições, materializações, desmaterializações, interferências.

     Referida como um dom, pelo Apóstolo Paulo, a mediunidade está sempre presente nas páginas do Livro dos Livros, como ponte de luz entre os homens encarnados e os Espíritos. Luz penetrante, a revelação da vida além-túmulo é incentivo e conforto para os que da Terra somente conhecem provações, lancinantes dores, limitações e amarguras, e uma bênção superior, para quantos dão amor ao próximo, sacrificando-se pelo bem geral e praticando a renúncia e a dedicação. Nas Metamorfoses, I, 85, Ovídio começa o seu Canto, informando que “homini sublime dedit”, isto é: “Ele (o Senhor)  deu ao homem um semblante voltado para o céu”, querendo dizer que são do homem as possibilidades dos ideais superiores e sublimes, as aspirações maiores, a face voltada para as legítimas realidades espirituais.

(Espírito Victor Hugo - Médium: Divaldo P. Franco - Obra: Sublime Expiação).

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